Apesar de 85% das grandes empresas oferecerem programas de bem-estar, os níveis de burnout continuam subindo.
Essa é a constatação feita pela Harvard Business Review, em outubro de 2024. E ela não surpreende.
No papel, a empresa cuida. Na prática, o colaborador está esgotado, a liderança está sobrecarregada e ninguém tem tempo – ou espaço – para cuidar do que realmente importa. A questão não é a ausência de ação, mas o tipo de ação que escolhemos fazer.
O paradoxo das boas intenções
A maioria dos programas de bem-estar corporativo nasce da melhor das intenções. Mas muitos morrem na forma. Um workshop inspirador. Uma palestra sobre saúde mental na campanha do mês. Um app com meditação para ser usado entre uma reunião e outra.
Nada disso é, por si só, ruim. Mas também não é suficiente.
Se o programa não escuta as pessoas, não respeita seus contextos e não se integra à rotina real, ele vira só mais uma ação que inspira por uma hora e frustra no restante do dia.
É continuar com a sujeira embaixo do tapete…
Mas vamos parar e levantar um pouco esse tapete: excesso de trabalho. Falta de autonomia. Insegurança psicológica. Reuniões que ocupam todas as janelas do dia. Ferramentas obsoletas que fazem as pessoas gastarem tempo a toa em um mundo que demanda agilidade. Um gestor que também está no limite, tentando ser referência sem saber como cuidar de si.
E por mais desconfortável que seja, precisamos olhar para isso.
Não dá mais para empurrar para o RH o cuidado com a saúde dos colaboradores sem que a cultura, a liderança e os processos acompanhem essa intenção. Não dá para fingir que uma ação genérica, pontual, vai resolver o que é sistêmico.
A diferença não está na quantidade de ações, mas na qualidade da jornada. E, principalmente, na capacidade de acompanhar e sustentar a mudança.
Segundo um estudo da McKinsey Health Institute (jan/2025), programas holísticos e sustentados podem gerar entre US$ 3,7 a 11,7 trilhões em impacto econômico global, com melhorias significativas em produtividade, engajamento, retenção e redução de custos com saúde.
Ou seja: o que funciona é o que permanece.
Mais do que boas práticas isoladas, é preciso ter presença constante, dados para personalizar o cuidado e tecnologia para garantir o acompanhamento real no dia a dia – sem depender da motivação do momento.
O papel da tecnologia: dados + suporte + contexto
Estudos recentes mostram que ferramentas digitais com inteligência artificial – como chatbots, programas preditivos e plataformas com análise de comportamento – ajudam a identificar padrões de estresse antes da crise e oferecem suporte direcionado no momento certo.
Isso muda tudo.
Porque deixa de ser um “recurso disponível” para se tornar um sistema vivo de cuidado ativo. Um que conversa com a realidade da pessoa e do time, e não com a teoria da produtividade ideal.
A diferença entre escutar e acompanhar
Na Huna, nosso trabalho é simples, mas não superficial.
Não queremos criar mais um programa de bem-estar. Queremos mudar a forma como as pessoas vivem o bem-estar no trabalho.
Isso significa:
- Mapear os comportamentos que impactam saúde, rotina e performance.
- Entregar devolutivas personalizadas e práticas para cada colaborador.
- Apoiar, diariamente, com microintervenções, dados e inteligência.
- Medir e mostrar o impacto real – individual e coletivo.
Tudo isso integrado à jornada, respeitando o tempo e o contexto de cada um. Sem exposição. Sem modinha. Sem fórmulas mágicas.
Não se trata de fazer mais uma ação. Trata-se de fazer o que precisa ser feito.
De olhar para o que está por trás da exaustão. De trabalhar hábitos, cultura e liderança como parte de um mesmo sistema. De reconhecer que cuidar da saúde e do bem-estar no trabalho não é mimo. É estratégia.
E como toda estratégia, exige método, consistência e acompanhamento.
Por isso, quando alguém pergunta se a Huna é “mais um app de bem-estar”, a resposta é não.
Somos um sistema de mudança de comportamento que transforma dados em cuidado real. Que integra bem-estar, performance e cultura. Que sustenta o que a maioria das pessoas tem dificuldade em sustentar: a continuidade.
Se quiser saber como isso se traduz na prática, aqui estamos.
Mas não como mais uma promessa.
E sim como uma parceria para fazer o que precisa ser feito, da forma que realmente funciona.
Renata Garrido
Fundadora da Huna Habits
Psicóloga | Behavior Designer | Especialista em Bem-Estar e Performance
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